"Ele se sentia um verdadeiro filho de Campestre de Goiás"
O senhor Vergínio Pereira da Silva era meu pai, nasceu aos 26 de março de 1944 e faleceu aos 26 de julho de 2013. Meu pai era filho da “terra”. Nasceu às margens do Córrego Campestre a direita da GO. com sentido a Trindade.
Ele se sentia um verdadeiro filho de Campestre de Goiás, de onde nunca quis sair, seus pais eram humildes, por tanto, meu pai cresceu de calças curtas e pés no chão, ficou órfão aos sete anos e logo depois começou trabalhar, trabalhou muito para trazer o sustento para nossa casa.
Sua única diversão quando
criança, era banhar nas águas do Córrego Campestre, brincava nas sombras das
árvores com seus amiguinhos imaginários. Até hoje existe uma da arvores que ele
gostava de brincar, árvore muito bonita a qual ele chamava de “bingueiro”.
A minha avó com muito
sacrifício pagou três meses de aulas particulares com o professor de
manuscritos, o sr. Manoel Bento, para cada um de seus filhos, contudo, apesar de
tão pouco tempo que meu pai estudou, ele tinha uma excelente leitura.
Como meu pai perdeu o meu avô muito cedo,
também entrou para a vida laboral muito precoce, tornando-se arrimo de família,
ainda muito jovem, encarando o trabalho rural.
Meu pai começou a namorar com a
minha mãe ainda muito jovem, casaram-se no ano de 1968, ele aos vinte e quatro
anos e minha mãe aos dezoito anos.
Nesse casamento, eles tiveram
três filhos, eu e mais dois irmãos. Pensa em um homem que batalhou para nos
sustentar. Cuidava das plantações, roçava os pastos da fazenda que a gente
morava, fazia tudo sozinho!
Ele trabalhou como lavrador por muitos anos
até que em 1990, prestou concurso público aqui na prefeitura de Campestre de
Goiás e trabalhou como auxiliar de serviços gerais durante 18 anos até se
aposentar.
Ele foi um homem simples, porém muito honesto!
Acolhedor, hospitaleiro, caridoso, um funcionário exemplar.
Um pai que me causou o único orgulho que eu
tive e tenho na vida que é o de apontar
para ele e chamar de PAI !!!
