CAMPESTRE DE GOIÁS NASCE DA FÉ E MISSÃO DOS DESBRAVADORES DIMAS, JOVELINO E ANTÔNIO

 

CAMPESTRE DE GOIÁS NASCE DA FÉ E MISSÃO DOS DESBRAVADORES DO SERTÃO GOIANO

Pioneiro Dimas Leopoldino da Silva


CAMPESTRE DE GOIÁS NASCE DA FÉ E MISSÃO: DOS PIONEIROS DIMAS LEOPOLDINO DA SILVA, JOVELINO CANUTO MACHADO E ANTÕNIO JOSÉ VIEIRA

O pioneiro Dimas Leopoldino da Silva foi um dos responsáveis pela formação do povoado de Campestre de Goiás, hoje um próspero município goiano. O pioneiro nasceu no dia 03 de abril de 1920 em Bela Vista de Goiás. Filho de Antônio Leopoldino da Silva e Maria Leopoldina da Silva.

No dia 9 de abril de 1949 o pioneiro Dimas Leopoldino da Silva, acordou de um sonho, em que São Sebastião um valente soldado romano o resgatava de um afogamento no Rio Campestre, Dimas discerniu que este milagre advindo de seu santo em que era devoto, seria uma missão que deveria fazer em prol das famílias de humildes lavradores sem terras.

Arreou uma mula e seguiu viagem da sua cidade natal Bela Vista de Goiás acompanhado de um cortejo de irmãos da fé católica e toda sua família.

A tropa seguiu viagem, demorou dez dias até chegar ás margens esquerda o Rio Campestre, região antes pertencente ao município de Trindade de Goiás.

Nesta viagem o pioneiro Dimas convidou o senhor Antônio José Vieira, irmão de fé católica, para carrear a junta de boi, era o carro que levava mantimentos e uma imagem de São Sebastião, para os guardarem dos perigos da viagem.

Durante do o percurso da viagem, a comitiva do desbravador Dimas leopoldino da Silva, parava para fazer a oração para São Sebastião,

 “Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida. Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males. Assim seja. ”

No dia 19 de abril de 1949 O pioneiro Dimas Leopoldino da Silva ao desembarcar ás margens do Rio Campestre para fazer uma prece a São Sebastião; sua filha Alice Dias da Silva, ainda muito criança carregando a imagem desequilibrou se e caiu nas águas do Rio Campestre, de imediato foi socorrida por seu irmão Harley Roberto dias da Silva.

A imagem se perdeu nas águas, vindo  ser encontrada após 5 dias pelo próprio Dimas quando viu a imagem submergi de forma miraculosa sobre as águas do Rio Campestre.   

O pioneiro Dimas Leopoldino da Silva, não tinha mais dúvida que seria a confirmação de outro milagre e da sua missão em erigir uma capela para abrigar a imagem de São Sebastião.

 São Sebastião é o Santo padroeiro de várias cidades e festeja-se dia 20 de janeiro; em Portugal também é igualmente o santo padroeiro de alguns municípios, como por exemplo o de Santa Maria da Feira.

No dia 24  abril de 1949 o agricultor Jovelino Canuto Machado ( Neném Rosa ) comovido com o milagre que São Sebastião havia concedido a filha do pioneiro Dimas Leopoldino da Silva, doou um terreno para a edificação da Capela para levantar o altar ao Santo que hoje é o padroeiro do município de Campestre de Goiás.

O pioneiro Dimas Leopoldino da Silva faleceu no dia 20 de fevereiro de 2004, na cidade de Anápolis-Goiás.

 Por: Prof. Manoel Dias

 

 

Filho de Campestre de Goiás"

"Ele se sentia um verdadeiro filho de Campestre de Goiás"



Verginio Pereira da Silva

O senhor Vergínio Pereira da Silva era meu pai, nasceu aos 26 de março de 1944 e faleceu aos 26 de julho de 2013. Meu pai era filho da “terra”. Nasceu às margens do Córrego Campestre a direita da GO. com sentido a Trindade.

Ele se sentia um verdadeiro filho de Campestre de Goiás, de onde nunca quis sair, seus pais eram humildes, por tanto, meu pai cresceu de calças curtas e pés no chão, ficou órfão aos sete anos e logo depois começou trabalhar, trabalhou muito para trazer o sustento para nossa casa.

Sua única diversão quando criança, era banhar nas águas do Córrego Campestre, brincava nas sombras das árvores com seus amiguinhos imaginários. Até hoje existe uma da arvores que ele gostava de brincar, árvore muito bonita a qual ele chamava de “bingueiro”.

A minha avó com muito sacrifício pagou três meses de aulas particulares com o professor de manuscritos, o sr. Manoel Bento, para cada um de seus filhos, contudo, apesar de tão pouco tempo que meu pai estudou, ele tinha uma excelente leitura.

           Como meu pai perdeu o meu avô muito cedo, também entrou para a vida laboral muito precoce, tornando-se arrimo de família, ainda muito jovem, encarando o trabalho rural.

Meu pai começou a namorar com a minha mãe ainda muito jovem, casaram-se no ano de 1968, ele aos vinte e quatro anos e minha mãe aos dezoito anos.

Nesse casamento, eles tiveram três filhos, eu e mais dois irmãos. Pensa em um homem que batalhou para nos sustentar. Cuidava das plantações, roçava os pastos da fazenda que a gente morava, fazia tudo sozinho!

              Ele trabalhou como lavrador por muitos anos até que em 1990, prestou concurso público aqui na prefeitura de Campestre de Goiás e trabalhou como auxiliar de serviços gerais durante 18 anos até se aposentar.

            Ele foi um homem simples, porém muito honesto! Acolhedor, hospitaleiro, caridoso, um funcionário exemplar.

 Um pai que me causou o único orgulho que eu tive e tenho na vida que é o de  apontar para ele e chamar  de PAI !!!


A chegada em Campestre ( Dimas )


A chegada em Campestre

           E quase ao pôr do sol do dia 19 de abril de 1948, Dimas Leopoldino da Silva chegava com sua comitiva às margens esquerda do Córrego Campestre, região situada na fazenda do Sr. Jovelino Canuto Machado, o popular “Neném Rosa". Levantou acampamento e ergueu uma fogueira para aquece-se do frio e afugentar os animais silvestres.

            Nesse terreiro houve louvores e muitas preces à São Sebastião em agradecimento pelo êxito da viagem e pelas ajudas recebidas no decorrer da mesma.

Na manhã do dia seguinte, depois de uma bela noite de sono, a esposa do Sr. Dimas preparou um delicioso café e um altar para a imagem de São Sebastião.

A única filhinha do casal vendo o pessoal adorando e beijando a imagem tentou fazer a mesma coisa, a criança desequilibrou-se, puxou a toalha da mesa e caiu nas águas juntamente com a imagem de São Sebastião.

Ao ver aquela cena alguns peões pularam nas águas e tiraram a garotinha sem nenhuma sequela, estava passando bem, mas a imagem de São Sebastião eles não conseguiram encontrar.

Cinco dias depois, Dimas desceu nas margens do córrego, em local bem abaixo, no cerrado que se misturava as matas ciliares que davam lugar a um campo aberto, com vegetação predominante de sapê.

Dimas sentia o suor escore-lhe no rosto e ao descer às margens do córrego encontrou a imagem que tinha caído nas águas, tomou a imagem nos braços e correu para o acampamento.

 Houve orações e louvores, a notícia se espalhou pela colônia e todos vinham ver maravilhados! Inclusive o Sr. Neném Rosa com a sua família, naquele acampamento houve louvores, houve festa...

            Então, diante desses acontecimentos, o primeiro milagre atribuído à São Sebastião foi de sua filhinha ter sido resgatada das águas e o segundo foi o ressurgimento da imagem, Dimas discerniu qual seria o motivo dessa força maior. “Deus tê-lo trazido aqui nessa região”. A sua missão era construir uma capela para São Sebastião naquele lugar de campo aberto que ficava de frente onde a imagem ressurgiu.


Por: Regina Pereira









PIONEIROS: A HISTÓRIA CONTINUA


Filho do pioneiro Osmundo Canuto


            
  Pioneiro João Canuto (Santa), filho do desbravador Osmundo Canuto.
" Cresci aqui em Campestre de Goiás e fui testemunha ocular do desenvolvimento deste município."





Filho do pioneiro Pedro Roque de Brito 



Dr. Osair Roque de Brito. Filho do pioneiro Pedro Roque de Brito, pioneiro de grande relevância para a formação de Campestre de Goiás.











Cava Funda


CAVA - FUNDA


Autora: Regina Pereira 

      Cava-Funda era uma estrada feita sob o corte de machados, foices, facões, enxadões etc. Essa estrada ligava Trindade ao local onde é hoje o município de Campestre, até Palmeiras de Goiás. Esse nome "Cava-Funda”, era devido a ação corrosiva das enxurradas que formavam enormes barrancos.
Cava-Funda, transportou alegrias de colheitas bem-sucedidas, as tristezas dos cortejos fúnebres, a euforia dos pais que corriam em busca de uma parteira para trazer seus filhinhos ao mundo e a solidão de pobres andarilhos.
Suas margens sombrias cobertas por matas, com certeza testemunharam segredos e guardaram mistérios. Possíveis acontecimentos, se transformaram em lendas.
Essa estrada transportou também um sonho, que colocado em prática se transformou ao longo do tempo em nossa pequenina e amada cidade de Campestre de Goiás.
Depois bem depois, essa estrada de boiadeiros deu lugar a Rodovia Augusto Filho GO. 050 que liga Trindade a Campestre e Campestre a Palmeiras de Goiás.
Até bem pouco tempo, a gente ainda encontrava vestígios dessa estrada, mas devido ao desmatamento, plantações de eucaliptos e outros, essas marcas vão desaparecendo, ficando registradas apenas nos corações dos pioneiros que presenciaram essa época.




Visita de família pioneira em Campestre de Goiás


Orgão Informativo da Prefeitura Municipal de Campestre de Goiás-2018


Prof. Manoel Dias, Profa. Jane e Letícia Dias

Gabinete do prefeito 



" Cidade abençoada por Deus "


CAVALGADA



Cavalgada em Campestre de Goiás




Prefeito Fabiano Capuzzo ( Centro )


Prof. Manoel Messias Dias da Silva

Sede da antiga prefeitura

Igrejinha


Dimas Leopoldino da Silva, um dos desbravadores de Campestre de Goiás




Grupo escolar


Cristo de braços abertos na entrada de Campestre de Goiás 



Matriz São Sebastião



Família do pioneiro Dimas


Jane, Letícia e Manoel Dias



Letícia Dias, neta de Dimas

CAMPESTRE DE GOIÁS

CAMPESTRE DE GOIÁS NASCE DA FÉ E MISSÃO DOS DESBRAVADORES DIMAS, JOVELINO E ANTÔNIO

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