A
chegada em Campestre
E quase ao pôr do sol do dia 19 de abril de 1948, Dimas
Leopoldino da Silva chegava com sua comitiva às margens esquerda do Córrego
Campestre, região situada na fazenda do Sr. Jovelino Canuto Machado, o popular “Neném Rosa". Levantou acampamento e ergueu uma fogueira para aquece-se do frio e
afugentar os animais silvestres.
Nesse terreiro houve louvores e
muitas preces à São Sebastião em agradecimento pelo êxito da viagem e pelas
ajudas recebidas no decorrer da mesma.
Na manhã do dia seguinte, depois
de uma bela noite de sono, a esposa do Sr. Dimas preparou um delicioso café e
um altar para a imagem de São Sebastião.
A única filhinha do casal vendo
o pessoal adorando e beijando a imagem tentou fazer a mesma coisa, a criança desequilibrou-se,
puxou a toalha da mesa e caiu nas águas juntamente com a imagem de São
Sebastião.
Ao ver aquela cena alguns
peões pularam nas águas e tiraram a garotinha sem nenhuma sequela, estava
passando bem, mas a imagem de São Sebastião eles não conseguiram encontrar.
Cinco dias depois, Dimas desceu
nas margens do córrego, em local bem abaixo, no cerrado que se misturava as
matas ciliares que davam lugar a um campo aberto, com vegetação predominante de
sapê.
Dimas sentia o suor escore-lhe
no rosto e ao descer às margens do córrego encontrou a imagem que tinha caído
nas águas, tomou a imagem nos braços e correu para o acampamento.
Houve orações e louvores, a notícia se
espalhou pela colônia e todos vinham ver maravilhados! Inclusive o Sr. Neném Rosa com a sua família, naquele acampamento houve louvores, houve festa...
Então, diante desses acontecimentos, o primeiro
milagre atribuído à São Sebastião foi de sua filhinha ter sido resgatada das
águas e o segundo foi o ressurgimento da imagem, Dimas discerniu qual seria o
motivo dessa força maior. “Deus tê-lo trazido aqui nessa região”. A sua missão
era construir uma capela para São Sebastião naquele lugar de campo aberto que
ficava de frente onde a imagem ressurgiu.
Por: Regina Pereira
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